Escritório de Advocacia entende o Compliance? - Canizo & Silva
9213
post-template-default,single,single-post,postid-9213,single-format-standard,eltd-core-1.0.3,ajax_fade,page_not_loaded,,canizo & silva-ver-1.o, vertical_menu_with_scroll,smooth_scroll,fade_push_text_top,grid_800,wpb-js-composer js-comp-ver-5.1.1,vc_responsive

Escritório de Advocacia entende o Compliance?

Há muito tempo empresas nacionais e internacionais trabalham com aplicabilidade das regras de Compliance. Isto é fato. Consequentemente e acertadamente, os ditames regrados são expostos aos colaboradores terceirizados, situação muito comum na relação dos Escritórios de Advocacias e os Departamentos Jurídicos.

Eis que surge uma dúvida. Será que há um correto entendimento dos escritórios parceiros nas normas impostas?

Em um pensamento rápido, poderíamos falar que sim, pois estamos falando de Advogados que entendem de Leis e regras. No entanto, na prática é diferente, os detalhamentos e aplicabilidades vão muito mais além.

É sabido que um negócio bem organizado, obrigatoriamente, envolve todos os departamentos nas regras de Compliance. O Financeiro, por exemplo, vem exercendo um papel fundamental nas decisões e planejamentos, ademais, a gestão de recursos é indispensavelmente, é o corpo central.

Dentro deste diapasão, colaboradores de Departamentos Jurídicos e Departamentos Financeiros, possuem o dever de entender o que realmente se busca, não apenas obedecer às normas enviadas em apostilas ou expostas em treinamentos, mas, há necessidade de adentrarmos na visão do cliente e buscarmos os resultados esperados.  Observando a necessidade do Financeiro em revisões e ajustes, os Advogados ligados diretamente nestas operações, possuem papéis estratégicos, principalmente nas questões trabalhistas, tributárias e fiscais. Estas podem traduzir receita futura ou despesas diretas.

Sem retirar a autonomia do Advogado, que e garantida por lei, é de suma importância criamos regras dentro dos ditames de condução processual, algo uniforme e integrado visando o lucro ou ao menos diminuindo os custos processuais. Tais regras devem ser acompanhadas pelo Compliance de perto, atentando a observância da ética, segurança e confiabilidade dos profissionais.

Temos ciência das dificuldades encontradas em sua aplicabilidade, porém, a implementação desta, demonstra uma integração entre os departamentos mais estratégicos da organização empresarial. Entender as regras dos clientes e o motivo destas é de cunho prioritário e obrigatório.

Outro ponto importante é a realização da comunicação direta que integra diversas áreas da empresa. Situações ficam mais claras, perceptíveis e justas, acabando com a falta abertura entre equipes. Isso tudo, transmite aos colaboradores maior segurança de informações e subsídios para defesas do grupo.

Listamos cinco pontos que achamos importantes dentro da vivência diária do compliance:

1 – Globalização internalizada: O compliance deve obrigatoriamente traçar uma plano de integração entre todas as áreas. É de suma importância que todos os profissionais, em sua integralidade, entendam perfeitamente o papel do departamento.

2 – Funcionalidade: Os departamentos de compliance devem utilizar meios e ferramentas próprias, específicas para o seu mercado. Será a melhor maneira de ajustar e fiscalizar o cumprimento das normas internas e externa.

3 – Contemporaneidade: Manter-se diariamente bem informado sobre as atualizações legislativas do seu nicho de mercado é crucial. Descobrir riscos e aspectos positivos para aplicabilidade, além de ser de bom alvitre e saudável para empresa. Ademais, é pilar para atualizações dos códigos internos.

4 – Gestores Multidisciplinares: O número de informações e regras dentro de um mercado são enormes. Por tal motivo, um gestor deve saber traçar horizontes para o seu departamento dentro de um cunho empresarial. Sua equipe não pode desviar o foco das normas e legalidade exaradas, seja internas ou normativas em seu sentido amplo. O Gestor deve ficar atendo a isto, pois a consequência de uma conduta errada, gera pontos negativos em outras áreas da empresa.

5 – Presságio empresarial: O Departamento de compliance deve estudar mecanismos e possíveis desvios de conduta. Com isso, de forma antecipada pode adequar suas diretrizes dentro de uma empresa. Vale lembrar aqui o velho e atual deitado: “é melhor prevenir do que remediar”.

Acreditamos na mudança de cultura empresarial, principalmente na Jurídica e Financeira, com novas regras e formas de fazer acontecer e evoluir a gestão do Compliance. Não temos dúvida que praticadas com afinco diferenciará qualquer negócio.

 

Reginaldo Silva

Sócio Fundador do Escritório Canizo e Silva Advogados Associados

Especialista em Compliance Bancário.

Membro da Comissão Especial de Anticorrupção, Compliance e Controle Social dos Gastos Públicos

E-mail: [email protected]

+ 55 21 981.235.553

Sem Comentários

Publicar um comentário